O mercado brasileiro de construção naval e offshore tem potencial para gerar US$ 81,6 bilhões em investimentos até 2027, segundo estimativa da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav). O montante engloba 39 plataformas de produção, 60 navios de armazenamento e 117 embarcações de apoio marítimo.
O diretor executivo da associação, João Augusto Azeredo, criticou, no entanto, o reduzido volume de encomendas feitas a estaleiros brasileiros. “Entendemos o lado das operadoras, da retomada do setor de óleo e gás, mas não podemos esquecer a indústria local”, assinalou na quarta-feira (11/12), durante o FPSO Brazil Summit 2019, no Rio de Janeiro.
Segundo o executivo, falta política de governo para apoiar o segmento, como acontece no exterior. “O setor depende de ação de governo para dar suporte e estímulo. A não ser que seja um mercado que já tenha atingido um grau de maturação elevado. Fora isso, historicamente é um setor que precisa de políticas de governo”.
A indústria naval chegou a ter 42 estaleiros em operação em 2014, mas, atualmente, conta com 18 em pleno funcionamento, segundo a Abenav. A associação acredita que o número de empregos gerados no setor acumule queda de 82% do auge em 2014 até 2020.
Fonte: Revista Brasil Energia
