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Clippings - 31/08/10

V. Ships destaca cabotagem ativa

A V. Ships é líder mundial em operação de navios e seu diretor para a América do Sul, o brasileiro Eduardo Bastos, afirma confiar nos entendimentos entre o Sindicato dos Armadores (Syndarma) e o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para dar mais competitividade à navegação brasileira. Isso será feita através de revisão do Registro Especial Brasileiro (REB), com ampliação dos benefícios para linhas internacionais (longo curso), para aproximá-los dos que são concedidos em países tradicionais e mais ainda nas nações de bandeira de conveniência, os chamados pavilhões baratos.

Segundo Bastos, uma prova da competitividade brasileira está na cabotagem:

– A cabotagem mostra eficiência, tanto na disputa entre os armadores como com outros meio de transporte. As empresas estão comprando navios novos e procura-se eficiência tanto na operação como nos portos ou na logística até o comprador. E o setor ainda paga combustível mais caro do que navios de longo curso – diz. A cabotagem é restrita a navios brasileiros, mas o capital estrangeiro é amplamente bem-vindo e está presente sem restrições no setor.

No momento, a diferença entre o custo de operação de um navio brasileiro ante estrangeiro é de cerca de 100%, ou seja, o navio brasileiro custa o dobro para ser operado, o que inviabiliza a concorrência.

Em relação à navegação internacional, que sofreu muito com a crise iniciada no fim de 2008, Bastos cita que a recuperação está ocorrendo com boa intensidade. Ele espera que, até o primeiro semestre de 2011 se possa dizer que a crise terá sido totalmente superada.

A V. Ships é uma empresa com características especiais: pertence 50% a empregados e a outra metade a um fundo de pensão inglês. Sua sede administrativa é em Mônaco e técnica em Glasgow, na Escócia. Tem 70 escritórios em 50 países e a sede sul-americana fica no Rio de Janeiro.