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Clippings - 29/04/22

Vale Azul espera dar entrada em LI para Tepor nos próximos meses

Grupo obteve esta semana licença de instalação para UPGN, que será integrada ao novo terminal portuário, a ser construído em Macaé (RJ). Projeto da planta vem sendo desenvolvido por meio de parcerias com a Enerflex e a Eneva.

Após a obtenção da licença de instalação da unidade de processamento de gás natural (UPGN) que será integrada ao Terminal Portuário de Macaé (Tepor), os empreendedores preveem como próximo passo dar entrada ao pedido da LI desse novo porto, que será construído no município do Norte Fluminense. Os principais drivers econômicos do Tepor são a movimentação de líquidos e de gás natural. A infraestrutura dos terminais prevê uma unidade de regaseificação de até 21 milhões de metros cúbicos por dia, além de berços para movimentação de líquidos de gás natural, petróleo e derivados. O terminal também tem em seu escopo operações com movimentação de cargas gerais para navios de longo curso e embarcações de apoio offshore.

A UPGN do Tepor é um ativo que será ofertado ao mercado exclusivamente pela VagFlex, joint venture entre o grupo Vale Azul e a Enerflex, empresa de origem canadense, com atuação global nos mercados de energia e gás natural. “No momento, nosso time está empenhado em avançar no projeto de engenharia dos terminais e de cumprir todas as condicionantes da licença prévia para poder dar entrada no pedido da LI dentro de alguns meses”, adiantou o diretor de engenharia do grupo Vale Azul, Hugo Crespo, à Portos e Navios.

Em setembro de 2021 o grupo Vale Azul firmou parceria com a Eneva, com o objetivo de desenvolver conjuntamente o projeto do Tepor. No acordo, ficou estabelecido que, mediante uma decisão final de investimento, será criada uma joint venture entre as empresas, que será responsável pelo negócio. Ele contou que, paralelamente, o grupo trabalha nessa parceria com a Eneva em diversas estratégias comerciais para alcançar uma decisão final de investimento ainda dentro de 2022.

Crespo explicou que a concepção do projeto foi baseada em um extenso estudo de mercado, com interlocuções com os principais tomadores de serviços da cadeia de óleo e gás. Segundo o diretor, a infraestrutura prevista busca apoiar as necessidades logísticas da indústria, como operações ship-to-ship para navios aliviadores de petróleo, a partir de um novo ponto de entrada para gás natural importado, com disponibilidade de nova capacidade de processamento de gás, entre outras facilidades.

Crespo disse que a obtenção da LI do Tepor tem como objetivo demonstrar ao mercado, particularmente às operadoras de petróleo e gás, que Macaé está definitivamente pronta para receber novos gasodutos de escoamento de gás. “Dado o grau de risco que as operadoras assumem ao decidir por escoar sua produção de gás associado para a costa, entendemos que somente uma LI permite garantir o cronograma de implantação de uma UPGN, de forma a dar a certeza aos produtores de que o gás poderá ser recebido ao chegar ao continente”, justificou.

UPGN
A LI da UPGN foi emitida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) na última terça-feira (26). O cronograma de implantação da unidade depende da tomada de decisão pela construção de novas rotas de escoamento para Macaé. “Estamos em constantes conversas com diversos produtores de gás que estão estudando a melhor forma de monetizar suas reservas de gás natural. Com mais este passo, esperamos conseguir aprofundar as conversas e buscar trazer mais gás para Macaé”, projetou Crespo.

O grupo considera que Macaé já é o maior hub de gás do país, composto pelo terminal de Cabiúnas da Petrobras, onde está a maior UPGN do país atualmente, além de ser o ponto de origem de duas das principais redes de transporte de gás: a NTS e a TAG. Crespo destacou que, seja através de gás natural liquefeito (GNL), seja de novas rotas de escoamento de gás nacional, ao acessar Macaé pelo Tepor, os produtores de gás podem acessar ambas redes de transporte a apenas 6 quilômetros do ponto de entrada no continente, permitindo um alcance de oferta de gás a nível nacional.

Ele acrescentou que a cidade concentra muitas das principais empresas de serviço de petróleo do mundo, com ampla oferta de prestação de serviço à indústria. O diretor também destacou a localização estratégica de Macaé em relação às principais bacias de exploração, com o recebimento da produção de gás das bacias de Campos e de Santos.

Como a UPGN do Tepor foi licenciada para uma capacidade de 60 milhões de m³/dia, ela será implantada em fases, podendo processar o gás escoado por duas ou três novas rotas de escoamento. Crespo ponderou que o teor de riqueza do gás que venha a ser processado é um fator decisivo na escolha da tecnologia da planta, o que impacta significativamente o valor a ser investido no projeto. “É difícil estimar o valor do investimento neste momento, mas provavelmente a implantação total da planta exigirá investimentos superiores a R$ 6 bilhões. O capex preciso dos terminais está sendo apurado e, dentro dos próximos meses, devemos ter números confiáveis, com o avanço da engenharia detalhada da infraestrutura”, afirmou.

Fonte: Revista Portos e Navios