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Clippings - 29/11/13

Vale sobe quase 3% com adesão ao Refis

Mas o principal ponto que animou os investidores foi o valor presente líquido de R$ 14,4 bilhões embutido no acordo com a Receita, bastante abaixo do consenso de mercado, que apontava para R$ 23 bilhões. O Bank of America Merrill Lynch (BofA) destacou ainda a possibilidade de que a mineradora se beneficie de ações judiciais movidas por outras empresas a respeito da tributação de coligadas no exterior.

Como a própria Vale já afirmou, disputas semelhantes continuarão na Justiça e, caso as decisões sejam favoráveis a ela, a companhia pode transformar a dívida em créditos tributários. O jogo ainda não acabou. Agora, a disputa legal se tornou uma possibilidade de valorização [para as ações], disse a equipe do BofA. O banco elevou o preço-alvo para as ações ordinárias de R$ 48,50 para R$ 49,50 e recomenda compra.

As agências de classificação de risco foram unânimes em afirmar que a mineradora tem capacidade de caixa para efetuar o pagamento do Refis, sem que haja destruição de valor aos acionistas. Mas o tom em relação ao acordo variou. A mais pessimista foi a Standard & Poor’s, que impôs perspectiva negativa ao rating A- da Vale. De acordo com a agência, o rating pode cair caso os preços internacionais de minério sejam piores que o esperado e a relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) supere 2 vezes.

Já a Fitch afirmou que o acordo ficou dentro do esperado e que a nota de crédito, hoje em BBB+ será mantida. Nas contas da agência, a relação entre dívida líquida e Ebitda ao fim do ano deve ficar em apenas 1,45 vez ao fim deste ano. A Moody’s, por sua vez, avaliou a adesão ao Refis como positiva, na medida em que define as quantias a serem pagas e elimina um risco considerável para a companhia.