O contrato assinado entre as empresas prevê o fornecimento de tubos de aço sem costura, conexões e serviços, entre outras soluções, para os campos de Peregrino, Bacalhau e Raia

Verônica Coelho, SVP e Country Manager Brasil na Equinor, e Bertrand Frischmann, diretor de Operações das Américas na Vallourec (Foto: Divulgação/Vallourec)
A Vallourec assinou um contrato com a Equinor para fornecer tubos de aço sem costura, conexões, acessórios e serviços premium para o campo de Peregrino, em produção, e para os campos de Bacalhau e Raia, em desenvolvimento, segundo comunicado divulgado pela Vallourec nesta segunda-feira (17).
O contrato também inclui soluções digitais inovadoras e Serviços de Gestão de Tubulares da Vallourec (Tubular Management Services), com o objetivo de reduzir custos e aumentar a eficiência das operações onshore e offshore – contribuindo, desta forma, para o Plano de Transição Energética da Equinor que visa atingir o Net Zero até 2050.
As usinas de produção de tubos de aço sem costura da Vallourec em Barreiro e Jeceaba (MG), e o núcleo de serviços integrados da Vallourec Tubular Solutions em Rio das Ostras (RJ), vão atender às demandas da Equinor. O contrato possui duração de cinco anos, e as primeiras entregas estão previstas para o segundo semestre de 2025.
“A Vallourec é fornecedora da Equinor há mais de 10 anos graças aos seus conhecimentos especializados e produtos de alto valor agregado. Os nossos produtos e serviços OCTG [Oil Country Tubular Goods] possibilitarão a operação da Equinor em campos desafiadores do pré-sal, destacando o nosso nível de excelência no Brasil”, afirmou Bertrand Frischmann, diretor de Operações das Américas e membro do Comitê Executivo da Vallourec, segundo o comunicado.
O campo de Peregrino está localizado na Bacia de Campos e é operado pelo consórcio formado por Equinor (60%) em parceria com a Sinochem (40%), sendo o maior campo de produção operado pela Equinor fora da Noruega.
Já o campo de Bacalhau está localizado na Bacia de Santos e é operado pelo consórcio formado por Equinor (40%), ExxonMobil (40%) e Petrogal Brasil (20%), sendo a PPSA gestora do contrato de partilha. Bacalhau é o primeiro projeto no pré-sal a ser desenvolvido por uma operadora internacional, e a Equinor estima mais de 1 bilhão de reservas de recuperação para a Fase 1 de desenvolvimento.
Por fim, o campo de Raia – um dos principais projetos de gás natural da Equinor – está situado na Bacia de Campos, sendo operado pela Equinor (35%), em parceria com a Repsol Sinopec (35%) e a Petrobras (30%). Raia compreende três descobertas diferentes do pré-sal: Pão de Açúcar, Gávea e Seat, que contêm reservas recuperáveis acima de 1 bilhão de boe.
Recentemente, a Vallourec anunciou o fechamento de um contrato com a Petrobras, para fornecimento de tubulações de aço carbono e acessórios para diversos poços offshore, principalmente para a Bacia de Campos, e renovou outro com a Prio, para o fornecimento de tubos OCTG para o desenvolvimento dos campos de Polvo/Tubarão Martelo, Frade, Wahoo e Albacora Leste, também localizados na Bacia de Campos.
Fonte: Revista Brasil Energia