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Clippings - 29/01/16

Valor de compra da BG pela Shell caiu 25%, estima Wood Mackenzie

O valor efetivo de compra da BG pela Shell caiu para US$ 63bilhões, segundo estimativas da Wood Mackenzie. A queda está associada à redução do preço do barril de petróleo e do valor das ações da petroleira anglo-holandesa, que caíram 35% desde abril de 2015, quando a compra foi anunciada.

Em relação ao preço originalmente acertado, de US$ 70 bilhões, a queda é de 25%, considerando-se que os US$ 63 bilhões incluem uma dívida de US$ 9 bilhões que a Shell assumirá. O cálculo do novo valor efetivo considera uma projeção de longo prazo para o preço do barril da ordem de US$ 70, de acordo com o modelo mais recente da consultoria.

A fusão com a BG adicionará, no pico de produção, mais de 500 mil boed à produção da Shell, reduzindo a curva de custo corporativo da empresa. A Wood Mackenzie ressalva, porém, que esse cenário é vulnerável a mudanças fiscais e postergação de projetos.

De acordo com a consultoria, a combinação dos portfólios de GNL das petroleiras tornará o mercado do energético mais aberto e globalizado e lembra que a Shell igualará o patamar de produção da ExxonMobil , de 4,3 milhões de bopd, com esta liderando na área de recursos não convencionais e a primeira, em empreendimentos de GNL e águas profundas.

Em votação na manhí desta quinta-feira (28/1), os acionistas da BG aprovaram a fusão com a Shell. A expectativa é que a transação, que foi avalizada ontem pelos investidores da companhia anglo-holandesa, seja concluída no dia 15 de fevereiro.

Para ser concretizada, a operação ainda terá de satisfazer a alguma condições, incluindo a aprovação do arranjo para implementação da fusão pela Alta Corte da Justiça.

“Estou muito feliz que os acionistas da BG tenham votado a favor da combinação entre as empresas. A BG agrega posições em projetos de águas profundas e de gás, além de ser um catalisador na reformatação de nossos negócios, comentou o CEO da Shell, Ben van Beurden” .