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Clippings - 19/05/23

Vast investe R$ 2 bilhões em nova infraestrutura no Açu

Foto: Vast Infraestrutura (ex-Açu Petróleo)

Em linha com o cenário de crescimento exponencial de produção e exportação de óleo cru no Brasil, a Vast Infraestrutura desenvolve um projeto de instalação de terminais e oleodutos de cerca de R$ 2 bilhões, no Norte Fluminense. O negócio de logística envolve a construção de uma tancagem de 5 milhões de barris de capacidade e mais dois oleodutos, de 50 km e 100 km de extensão, que vão conectar o distrito de Açu (RJ) ao Terminal de Cabiúnas, em Macaé (RJ), de onde o óleo será escoado à malha da região Sudeste do país.

“O projeto não é só de tancagem, mas de conexão logística, que dá mais flexibilidade à movimentação de óleo cru no Brasil. O terminal poderá ser também de alimentação para as refinarias Regap e Reduc (da Petrobras), aumentando a flexibilidade de transporte de óleo”, afirmou ao PetróleoHoje o CEO da empresa, Victor Bomfim.

A Vast é controlada pela Prumo, responsável pelo Complexo do Porto do Açu, localizado no município de São João da Barra (RJ). Hoje, a companhia atua no transbordo de petróleo, em que o produto retirado de plataformas é transportado em navios aliviadores até o terminal da empresa, onde são transferidos para outros navios, com destino à exportação. Atualmente, a Vast possui licença para movimentar 1,2 milhão de bpd.

Como ainda não há tanques no terminal, essa operação precisa acontecer em tempo real, sem intervalos para armazenamento e manuseio. Mas, com a instalação do novo projeto, não só os clientes da empresa vão ganhar tempo na movimentação do óleo, como haverá a opção de levar o insumo para ser processado em refinarias.
Essa é uma obra que demanda, sobretudo, a contratação do serviço de engenharia, ou seja, envolve pouca aquisição de equipamentos.

Até o momento, a engenharia básica está concluída. As licenças necessárias para iniciar as obras e as questões fundiárias também já foram equacionadas. O que falta, neste momento, é resolver o financiamento e acertar os contratos comerciais de uso da infraestrutura. A expectativa é iniciar as obras no segundo semestre deste ano.
O BNDES é uma das opções de financiamento, mas outras estão sendo avaliadas. Como os contratos da Vast são firmados em dólar, é possível que a empresa acesse mercados financeiros de outros países.

Transição energética

Em paralelo ao projeto de tancagem e transporte de petróleo cru por terra, a Vast está tirando do papel outro empreendimento, que envolve a movimentação de combustíveis fósseis, inicialmente, e de produtos voltados à transição energética, numa segunda fase. Esse é um investimento de menor porte, de cerca de R$ 300 milhões.

“O futuro não está tão distante. Algumas empresas já batem à nossa porta, falando sobre amônia, combustíveis marítimos de baixíssimo enxofre, HVO. Ou seja, a transição energética está ocorrendo e está vindo mais rapidamente do que a gente imagina”, afirmou Bomfim.

O Terminal Logístico do Açu (TLA), que será instalado numa área diferente da dos tanques de óleo cru, terá capacidade de 100 mil m³, podendo ser expandido a até 400 mil m³. Concluído o licenciamento, a construção deve iniciar no início do segundo semestre.

O projeto possui dois focos. O primeiro é o de atender à demanda local de combustíveis destinados ao abastecimento da região. A outra está centrada na estratégia de atuar na transição energética. “Conversamos com as pontas, do lado do consumidor e de fornecimento. Os clientes principais serão distribuidoras e comercializadores de combustíveis, sejam eles fósseis ou do futuro”, ressaltou o CEO da Vast.

Fonte: Revista Brasil Energia