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Clippings - 27/04/15

Vazamento em Sergipe interrompe produção de quatro plataformas

Um defeito em um duto que interliga as plataformas PCM – 5 e PCM -6, na Bacia de Seripe-Alagoas, deu origem a um vazamento de 7 mil litros de petróleo no mar e forçou a paralisação de outras duas plataformas fixas, a PCM-8 e PCM-9, que produzem no campo de Camorim. A informação é do Sindipetro.

A Petrobras informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que , por medida de segurança, as plataformas PCM-5, PCM-6, PCM-8 e PCM-9 permanecerão com a produção paralisada até a conclusão do reparo do duto, previsto para hoje. “Os órgãos competentes foram notificados e a Petrobras constituiu comissão para análise das causas do vazamento”, informou a empresa em nota.

Todo campo de Camorim, que possui ao todo oito unidades de produção, produziu 577 barris/dia a partir de 26 poços. O campo faz parte de um projeto de revitalização da produção de águas rasas no estado que o licenciamento ambiental se arrasta por 10 anos no Ibama,

O acidente aconteceu em função de um furo na linha de 16 polegadas. O vazamento foi identificado às 8h30 e controlado antes de atingir a praia. Segundo o Sindipetro, o duto já foi despressurizado e drenado para retirar o óleo e o gás vazados para que, então, seja colocada uma braçadeira (bacalhau) no local do furo.

Uma equipe sobrevoou o local para averiguar se havia algum volume vazado em outro local. Também estão sendo feitos testes de estocacidade para verificar se há outros furos no duto. A produção das plataformas permanecerá interrompida até que sejam concluídos todos os reparos.

Também foi registrado um vazamento de ácido em uma bomba da planta de sulfato de amônio da Fafen-SE. O vazamento foi contido, mas, segundo o Sindipetro, a situação no local ainda apresenta altos riscos e novos vazamentos poderão acontecer.

Para o sindicato, a ocorrência dos acidentes é consequência da falta de investimentos da Petrobras em Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS). O Sindipetro ressalta já ter feito diversas denúncias sobre o problema de manutenção nas plataformas em questão e que, na Fafen-SE, a qualificação de pessoal e condições de trabalho são precárias.