A Petrobras anunciou ao mercado no começo do ano passado o lançamento do plano Vazamento Zero, uma meta para minimizar os impactos ambientais da exploração petrolífera decorrentes do derramamento depetróleo e derivados no mar e em terra. Mas, no primeiro ano da medida, ocorreu exatamente o contrário,mesmo com queda de 2% na produção de petróleo, para 2,1 milhões de barris de óleo e líquido de gás
natural (LGN) por dia. No ano passado, cresceu em 65% o volume de vazamentos da Petrobras. Foramderramados 387 mil litros no meio ambiente em 2012.
Funcionários da companhia estimam que cerca de 33% desse volume foi derramado no transporte de combustíveis.
Procurada, a petrolífera responsabilizou o imponderável pela alta dos vazamentos.
Observa-se, nos últimos dez anos, uma tendência de redução do volume anual vazado, em que pese o resultado de 2012 ter superado o de 2011, o que se explica pelo comportamento imponderável dessas
ocorrências.
Para 2013, a Petrobras continua trabalhando para evitar a ocorrência de vazamentos, diz a
empresa.
Entre concorrentes de grande porte que já divulgaram a performance ambiental de 2012, a britânica BP produziu cerca de 2,05 milhões de barris de óleo e derramou 801 mil litros no meio ambiente. Mas, mesmo com um derramamento menor do que outras petrolíferas, o volume vazado pela Petrobras preocupa ambientalistas.
– Sabemos que a Petrobras tem dificuldade até para simular vazamentos. Esse aumento serve de alerta –
disse Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energias renováveis do Greenpeace Brasil.
Carlos Minc, secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, concorda:
– O aumento alerta para a importância de investir mais em prevenção.