O Brasil foi responsável por 20% do total de vendas de dados multi-cliente offshore da CGG em 2015. A companhia informou que conseguiu manter uma demanda global sólida no ano, principalmente de dados de bacias tradicionais.
“Os levantamentos foram divididos entre 25% no Golfo do México, 25% no Mar do Norte, 20% no Brasil e 30% no restante do mundo”, afirmou Jean-Georges Malcor, CEO da CGG. Apesar disso, o resultado da empresa foi prejudicado por impairments em ativos no Brasil e no Mar do Norte, numa perda de US$ 113 milhões
A companhia teve um prejuízo de US$ 1,4 bilhão em 2015, piora frente às perdas de US$ 1,1 bilhão de 2014. A receita anual foi de US$ 2,1 bilhão no acumulado de 2015, diminuição de 32% em relação aos US$ 3,1 do ano anterior.
Somente no quarto trimestre, a empresa teve prejuízo de US$ 256,4 milhões, melhora em relação às perdas de US$ 667 milhões do mesmo perãodo de 2014. As receitas do trimestre ficaram em US$ 589,3 milhões, queda de 35% sobre os US$ 906,5 milhões do ano anterior.
A CGG vem tomando diversas medidas para se adaptar à queda no preço do barril de petróleo. A companhia reduziu a frota de 11 para oito navios em 2015 e, até o final do primeiro trimestre de 2016, pretende reduzir a frota para apenas cinco embarcações. Desde o final de 2013, a empresa reduziu os custos marinhos em 64%, diminuir as despesas administrativas em 54% e cortar os investimentos pela metade, além de demitir 3.700 funcionários.
A companhia informou que no começo de março recebeu um aviso da New York Stock Exchange de que não está mais cumprindo com a obrigação de manter as ações acima de US$ 1. A CGG pretende se adequar ao requisito em menos de seis meses.