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Clippings - 17/05/16

Viabilidade de Libra depende do Repetro

Projetos contratados no sistema de partilha da produção no Brasil, como Libra, no pré-sal, se tornarão economicamente inviáveis caso o Repetro não seja renovado e o preço do barril não esteja acima de US$ 75. A avaliação é da Wood Mackenzie, que considera, no cálculo, empreendimentos de águas profundas com 660 milhões de barris, excluindo-se riscos exploratórios.

De acordo com a consultoria, sem o Repetro e o barril a US$ 55, o valor presente líquido (VPL) de um projeto inserido no novo marco regulatório brasileiro é de quase US$ 5 negativos. Já com o barril a US$ 75, o VPL passa para cerca de US$ 1 negativo.

Com o Repetro em vigor, o VPL de um projeto no sistema de partilha da produção ainda é negativo com o barril a US$ 55, mas torna-se positivo com o barril a US$ 75.

Sem o regime aduaneiro e o barril a US$ 55, projetos de concessão são inviáveis, com VPL negativo em US$ 2 por barril. O valor, por outro lado, é positivo com o barril a US$ 75 (US$ 2,5/barril). Com o Repetro em vigor, os projetos de concessão apresentam VPL positivo em ambos os cenários de preços do petróleo.

Com ou sem o regime, o retorno dos projetos no Brasil é ainda muito menor que em países como Angola, Nigéria, Noruega, Canadá, Moçambique, EUA e Reino Unido, onde o VPL supera os US$ 15/barril se o barril estiver a US$ 75.