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Clippings - 17/11/21

Vibra Energia quer vender ES Gás no primeiro semestre de 2022

Créditos: ES Gás
Créditos: ES Gás

A Vibra Energia (ex-BR Distribuidora) planeja acompanhar os planos de venda de participação do governo do Espírito Santo na ES Gás, com o desinvestimento na distribuidora estadual previsto para o primeiro semestre de 2022, afirmou o presidente da companhia, Wilson Ferreira Jr., em conferência na terça-feira (16/11).

Em setembro, o governo do estado firmou contrato com o BNDES para a realização de estudos visando a modelagem de venda das ações da ES Gás, cujos resultados serão submetidos ao governo estadual e ao Conselho de Administração da Vibra Energia.

“Nós não somos, teoricamente, investidores de negócios regulados. Então, estamos entendendo que o play mais adequado na posição de gás é o off grid, o GNL, é onde estamos procurando nos posicionar”, declarou o executivo ao ressaltar o interesse de venda das ações da companhia na ES Gás.

A distribuidora é uma sociedade de economia mista criada em 2018, controlada pelo estado do Espírito Santo com 51% de participação votante, em parceria com a Vibra (49%). A distribuidora assumiu no ano passado os serviços de distribuição de gás canalizado por 25 anos, anteriormente prestados pela BR Distribuidora desde 1993. O contrato foi resultado de um acordo entre o estado e a BR, que mantinham litígio sobre a atividade de distribuição.

Vendas de óleo combustível crescem 77%

A Vibra Energia viu suas vendas de óleo combustível crescerem 77% no terceiro trimestre deste ano ante o registrado entre abril e junho. A companhia comercializou 1,15 milhão de m³ no período, refletindo os efeitos da crise hídrica já sentidos no trimestre anterior, com o aumento da geração elétrica a óleo combustível.

O volume vendido representa aumento de 231,4% em relação ao mesmo período de 2020, quando foram comercializados 349 mil m³ de óleo combustível no segmento B2B (business to business). Os impactos da crise hídrica na venda de óleo combustível são maiores para Vibra Energia, uma vez que a companhia detém market share de 94,2% nesse mercado, segundo dados da ANP referentes ao terceiro trimestre.

De acordo com Ferreira, durante a conferência de resultados, as vendas devem ser semelhantes no quarto trimestre e a perspectiva para 2022 é que continuem altas, devido ao fenômeno La Ninã. “Se não tivermos um ano regular, sob o ponto de vista de chuva, é bastante razoável esperar que ainda tenhamos um despacho grande de termelétricas”, afirmou.

No total, a companhia registrou aumento sequencial de 16,6% no volume comercializado no trimestre, para 10,3 milhões de m³, devido ao mercado de óleo combustível para geração térmica e ao aumento nas vendas de querosene de aviação (QAV), combustíveis do Ciclo Otto e diesel, de 40%, 8% e 12%, respectivamente. O crescimento se deu apesar da queda nas vendas de coque, de 10%.

Depois do óleo combustível, o segmento de aviação apresentou o maior crescimento percentual do trimestre, com aumento de 1,7 ponto percentual do market share da Vibra. “Com a ampla vacinação e a retomada da mobilidade o setor passa por franco crescimento”, afirmou a companhia em relatório de resultados. O segmento de aviação foi o mais impactado pela pandemia de covid-19 e a consequente restrição de mobilidade.

As maiores margens de comercialização elevaram o lucro bruto da Vibra em 20,4% ante o segundo trimestre, para R$ 1,5 bilhão, sendo compensado por menores ganhos com estoques de produtos. O lucro líquido foi de R$ 598 milhões – acréscimo de 56,5% em comparação com o período anterior. A companhia registrou receita líquida de R$ 35,7 bilhões.

Fonte: Revista Brasil Energia