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Clippings - 04/11/19

Vitoria 10.000 recebe propostas

Após primeiro leilão frustrado, Petrobras assegura oito postulantes à aquisição do navio-sonda

Por Claudia Siqueira   

A empresa Best Oasis apresentou a melhor oferta no leilão da Petrobras para a venda do navio-sonda Vitoria 10.000 (NS-30), no valor de US$ 15,05 milhões, ante o lance de partida de US$ 5 milhões. O processo foi realizado na quarta-feira (30/10), atraindo ainda a participação de outros sete grupos.

O preço apresentado pela Best Oasis ficou pouco acima da segunda colocada, Alfa Ship Trading, que deu lance final de US$ 15,025 milhões. A comissão de licitação da Petrobras avaliará a proposta do primeiro licitante, convocando, depois, a empresa para negociar.

Como já era previsto, o leilão não despertou o interesse de empresas de perfuração. Dos oito lances finais, quatro ficaram acima do patamar de US$ 10 milhões. A brasileira Brazgax Transportes Marítimos apresentou o menor preço (US$ 6 milhões).

Lances finais do leilão 

Classificação Empresa proponente Lance final (US$)
1 Best Oasis 15.050.000
2 Alfa Ship Trading 15.025.000
3 Riya Shipping Corporation 14.050.000
4 Libra Seaway 10.000.000
5 Karatal Shipping 9.000.010
6 Rota Shipping 9.000.000
7 Shakun Gases PVT 7.000.000
8 Brazgax Transportes 6.000.000
Fonte: Petrobras

 

Operadores de sonda consultados pelo PetróleoHoje não acreditam que a sonda esteja sendo adquirida para ser vendida como sucata, uma vez que o preço de pesagem de uma unidade desse porte, segundo executivos do setor, gira em torno de US$ 6 milhões.

O edital de venda do Vitória 10.000 foi lançado em outubro. A Petrobras tentou vender a sonda anteriormente, em um leilão realizado em setembro, mas nenhuma empresa apresentou proposta na ocasião.

Capacitado para perfurar em lâmina d´água de 3 mil m, o navio-sonda Vitória 10.000 está parado há cerca de dois anos em alto mar, no campo de Badejo, na Bacia de Campos, mantido em warm stack por uma equipe da Petrobras.

Alvo de um longo processo judicial, a unidade foi construída pelo estaleiro Samsung, na Coreia do Sul, e começou a ser operada pela antiga Schahin (rebatizada como Base) para a Petrobras em 2011.

Fonte: Revista Brasil Energia