– A operadora VLI concluiu as obras de dois quilômetros de trilhos adicionais num terminal no Porto de Santos para permitir o crescimento do volume de fertilizantes importados, que terão como destino regiões produtivas no Centro-Oeste, principalmente Mato Grosso.
Conforme a empresa de logística ferroviária —que também administra portos e terminais—, foram investidos R$ 38 milhões nas obras no Tiplam (Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita), que resultará na ampliação de até 30% da capacidade operacional. O objetivo é reduzir o tempo de espera e elevar o volume de cargas movimentadas.
O Porto de Santos, o maior da América Latina, tem uma ferrovia interna com 100 quilômetros de trilhos, administrada por uma empresa formada pelas operadoras Rumo, MRS e VLI.
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A FIPS (Ferrovia Interna do Porto de Santos) foi criada em dezembro de 2022 após contrato de cessão assinado entre o Ministério da Infraestrutura e as três empresas ferroviárias, e é válido por 35 anos —com possibilidade de renovação por igual período. A gestão compartilhada teve início em outubro de 2023.
Com 15,5 quilômetros quadrados, o porto de Santos recebe cerca de 30% das exportações brasileiras e tem 55 terminais em duas margens, em Santos (direita) e em Guarujá (esquerda).
Desse total, 30% chegam ao porto por meio de seis ferrovias, todas operadas pelas três concessionárias: malhas Paulista, Norte, Oeste e Central (Rumo), Corredor Centro-Sudeste (VLI) e Santos-Jundiaí (MRS).
Segundo a VLI, o foco da ampliação ferroviária no terminal é melhorar a eficiência e se conectar com os clientes e o agronegócio. Ela conclui um processo que já contou, por exemplo, com a abertura em 2022 de um terminal de fertilizantes em Uberaba, no Triângulo Mineiro.
Em setembro do ano passado, o Tiplam teve o maior desembarque histórico de fertilizantes em um único mês, com 285 mil toneladas.
O terminal está localizado no canal de Piaçaguera, na área continental de Santos, afastado da zona urbana do município, e funciona desde 1969, com capacidade para movimentar 17 milhões de toneladas de produtos por ano.
Ele integra o Corredor Sudeste, que liga o Centro-Oeste a Santos por meio da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), e além dos fertilizantes importados também exporta cargas como grãos e açúcar.
O incremento no transporte de fertilizantes foi registrado também em outros locais operados pela VLI. Parte do Corredor Norte —formado pelo tramo norte da Ferrovia Norte-Sul, sob concessão da empresa, e pela Estrada de Ferro Carajás—, dois terminais integradores completaram dez anos de operação no ano passado, período em que as cargas transportadas passaram de 1,9 milhão de toneladas para 8 milhões de toneladas, ou 321% mais.
Esse crescimento nos terminais Porto Nacional e Palmeirante, no Tocantins, contou com a participação de fertilizantes, além de outros produtos ligados ao agro, como grãos e farelos.
Já no Corredor Leste, que liga o Triângulo Mineiro a Vitória por meio da Estrada de Ferro Vitória a Minas e da FCA, o crescimento no transporte foi de 14% no ano passado, também levando grãos, fertilizantes e insumos siderúrgicos e petrolíferos.