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Clippings - 27/11/14

Volatilidade da cotação de petróleo não assusta QGEP

Executivos da companhia não veem risco econômico no desenvolvimento de Atlanta. A recente volatilidade nos preços do petróleo não altera os planos de investimento da QGEP, afirmou, nesta terça-feira (25/11), o CEO da companhia, Lincoln Guardado. Atualmente, a companhia está fechando a contratação de um FPSO que será instalado no campo de Atlanta, com início de produção prevista para o primeiro semestre de 2016.

Atlanta é um campo de óleo pesado na Bacia de Santos e o plano é iniciar um sistema de produção antecipada (SPA), em 2016, com duração de três anos. Inicialmente, o volume estimado é de aproximadamente 25 mil barris/dia de óleo, por meio de dois poços.

De acordo com o diretor de Produção da QGEP, Danilo Oliveira, estudos iniciais de sondagem de mercado indicam para uma precificação do óleo de Atlanta com deságio de 17% em relação ao Brent – cujo valor, por barril, dos contratos futuros saiu do patamar de US$ 115 para US$ 80 de um ano para cá.

Para 2019, é estimado um pico de produção de 80 mil barris/dia, com a perfuração e conexão de novos poços de Atlanta – o sistema completo terá 12 poços de produção. Segundo Oliveira, é esperada uma queda de produção anual da ordem de 15% no sistema nos primeiros anos, até atingir um platô, quando a perda de vazão natural do campo deve cair para 6% ao ano.

“O que importa é a rentabilidade do projeto”, ressaltou Danilo Oliveira, ao acrescentar que apesar de o óleo ser pesado, Atlanta possui boa porosidade e os dados coletados até o momento, que incluíram testes de formação, indicam para uma vazão inicial de 12 mil barris/dia por poços.

Lincoln Guardado acrescentou que a queda no preço do barril também afeta o custo de contratação de serviços, o que pode compensar o faturamento bruto menor, com menores custos, como no aluguel de sondas.

Os executivos participaram, nesta terça-feira (25/11), de encontros com associados da Apimec, no Rio de Janeiro.