A volatilidade das cotações internacionais do petróleo e de gás natural nortearam a elaboração do Boletim Anual de Preços de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis nos Mercados Nacional e Internacional (BAP 2015), divulgada semana passada pela ANP. Além disso, a ANP verificou a mudança de cenário que resultou na reversão da defasagem entre os preços dos combustíveis no mercado interno face o internacional.
“Desse modo, as perdas incorridas pela Petrobras, pela importação de derivados com preços mais altos do que aqueles praticados no mercado nacional, começaram a ser revertidas”, destacou o estudo, assinado pelo então diretor da ANP Helder Queiroz, que deixou a agência há pouco mais de dois meses.
Segundo a ANP, de fato, o recuo dos preços dos 14 combustíveis no mercado internacional acompanhou a queda dos preços do mercado de óleo bruto.
Mercado Internacional
No caso do mercado internacional, a análise da ANP destacou o início da trajetória descendente de preços do petróleo, de modo que o ano passado passou a caracterizar-se como “um dos perãodos mais marcantes da história recente do setor e, ao que tudo indica, inaugura uma nova fase caracterizada por preços mais comedidos da commodity.
Isso porque, destaca a agência, a queda nos preços internacionais foram fruto de desequilíbrio entre oferta e demanda e rearranjo nos fluxos do comércio internacional do insumo, especialmente pela alta da produção não convencional na América do Norte, a lenta recuperação da economia europeia e desaceleração do crescimento chinês, sem redução de oferta pelos países produtores do Oriente Médio.
No caso do gás natural, a ANP aponta redução da cotação média nos mercados asiático e europeu, com alta no mercado norte-americano. No Brasil, verificou-se elevação da demanda pelo insumo, tanto o produzido pelos campos nacionais, quanto pela importação (gasodutos e GNL). Em 2014, o volume médio diário chegou a 99,86 milhões de m³, 11,62% acima do verificado um ano antes.
Foram analisadas também as consequências conjunturais dos preços dos insumos ao cenário econômico brasileiro, bem como o comportamento do mercado e dos preços do etanol nos Estados Unidos. No Brasil, a produção de etanol ficou em 27,5 bilhões de litros, favorecida pelos baixos preços do açúcar no mercado internacional, que se situaram no menor nível em mais de quatro anos.
A íntegra do BAP está disponível no site da ANP.