A esta coluna, o presidente da Wilson, Sons, Cézar Baião, admitiu que 2009 está sendo um ano difícil.
– Nossa empresa opera em todos os segmentos da área marítima, o que inclui agenciamento, rebocadores, terminais de containeres e armazéns interiores. Como o comércio externo diminuiu, haverá um efeito sobre nossa receita.
Segundo Baião, o faturamento, que em 2008 foi de R$ 1 bilhão, deverá ter queda de 15% este ano. No entanto, o efeito sobre o lucro será minimizado, através de diversas ações de racionalização de custos e aumento de eficiência, entre as quais a menos usada foi a liberação de pessoal.
– A empresa é antiga e tem tradição de dar confiança a seus colaboradores – declarou.
Baião abre um sorriso apenas ao falar sobre a frota de rebocadores. Diz que, após incorporar seis unidades em 2009 – feitas no estaleiro do grupo, em São Paulo – a Wilson, Sons vai produzir e receber cinco unidades no próximo ano. Assim, chegará ao fim de 2010 com 75 rebocadores, uma frota respeitável.
Lembra Baião que, hoje, há diversos concorrentes no setor de rebocadores e que a manutenção de clientes se dá por preço, qualidade e tradição, de forma plenamente democrática.
Fundada em 1837, a empresa é das mais antigas do país.