A Wilson Sons dará apoio às operações offshore da Petronas e da 3R Petroleum. Os negócios com as duas petroleiras foram fechados no final do ano passado, com início de operação previsto para o ano de 2023.
O apoio da Wilson Sons à Petronas será direcionado à campanha de perfuração nos blocos C-M-661 e C-M-715, na Bacia de Campos. Já o contrato com a 3R é direcionado ao projeto de Papa-Terra, cujo operação de closing com a Petrobras foi firmada no final de 2022.
Tanto a Petronas quanto a 3R Petroleum irão utilizar prioritariamente a base da Wilson Sons localizada em Niterói. Algumas operações pontuais das duas petroleiras deverão ser feitas também na base do Rio de Janeiro.
As três empresas não revelam os valores dos dois negócios. O prazo do contrato com a 3R Petroleum é de cinco anos. Já o contrato com a Petronas terá duração pelo tempo da campanha de perfuração.
Apesar do contrato já ter sido fechado, o escopo da campanha da 3R Petroleum em Papa Terra ainda não foi definido. A Wilson Sons dará apoio aos dois FPSOs do projeto, a P-61 e P-63, que passarão a ser chamadas de 3R-2 e 3R-3, mas por enquanto não tem confirmação se a petroleira irá realizar campanha de perfuração.
“A vantagem de trabalhar conosco é que as empresas podem operar nas duas bases. Isso traz versatilidade. Cada base tem sua característica e as empresas podem escolher”, avalia Gilberto Cardarelli, executivo da Wilson Sons.
Além desses contratos mais recentes, a Wilson Sons firmou, também em 2022, contrato para apoiar as atividades da Karoon. A petroleira australiana vem utilizando a base de Niterói para dar suporte à sua campanha de perfuração na Bacia de Santos, nas áreas de Baúna e Neon.
De acordo com a Wilson Sons, com os contratos recentes, a estimativa é que a movimentação de horas de berço cresça cerca de 60%, ao longo de 2023.
Contatos antigos
A Wilson Sons atende ainda às operações da TotalEnergies, Enauta e Equinor, além de operar a Tecma, no Porto do Açu, para a joint-venture da BP Energy com a Prumo Logística. A petroleira francesa utiliza a base do Rio de Janeiro para dar suporte às campanhas no campo de Lapa, na Bacia de Santos, e na área do C-M-541, em Campos, enquanto a Equinor e a Enauta operam a partir da base de Niterói, que apoia as atividades das companhias em Bacalhau e Atlanta, respectivamente.
Tanto a Total, quanto a Enauta e a Equinor operam através de uma base fixa, mas eventualmente utilizam outra base para dar apoio a eventuais operações. As três petroleiras utilizam ainda as instalações do Parque de Tubos da Wilson Sons de Guaxindiba, localizado em São Gonçalo.
A Wilson Sons apoia também as operações dos navios-sonda da Vallaris, empresa que realiza a campanha de perfuração da TotalEnergies em Lapa e no bloco C-M-541, e da Altera, proprietária do FPSO Petrojarl I, que opera no campo de Atlanta para a Enauta.
Aposta no mercado
Apostando no crescimento da demanda, a Wilson Sons vem investindo, nos últimos quatro anos, na ampliação e modernização de suas bases. O grupo, que tem 185 anos de experiência no mercado, ampliou calado e construiu novos berços de atracação.
Somente na base Rio de Janeiro, a Wilson Sons investiu cerca de US$ 100 milhões.
A base de Niterói possui três berços e conta com calado de 7,6 m, podendo receber até três barcos simultaneamente. Já a estrutura do terminal do Rio de Janeiro tem cinco berços e uma área total de 65 mil m.
As duas bases são equipadas com plantas de fluidos e cimento, possuindo ainda área para armazenagem de resíduos e químicos.
Considerada a maior empresa de logística portuária do Brasil, a Wilson Sons possui, além das bases offshore, dois terminais de contêineres, um em Rio Grande (RS) e outro em Salvador (BA), uma frota de 80 rebocadores portuários, que atuam ao longo de toda costa, 23 PSVs – a maioria operando para a Petrobras -, dois estaleiros no Guarujá (SP) e outras instalações.
O grupo conta com mais de 3.600 funcionários. Hoje, somente das duas bases offshore são 210 funcionários, além de 70 pessoas terceirizadas.
Desde a abertura do setor petróleo, a Wilson Sons atendeu a 25 empresas, operando nesse período bases temporárias em Belém, São Luís, Fortaleza, Vitória e outras regiões. A lista de clientes inclui nomes como Chevron, PRIO, Maersk Oil, Shell, ExxonMobil, Petrobras e Repsol. Nos últimos 23 anos, o grupo executou 50 projetos.
Fonte: Revista Brasil Energia