
Diante de contratos firmados com a Celse (Centrais Elétricas de Sergipe), Gás Natural Açu (GNA) e Petrobras, em Pecém (CE), a Wilson Sons vem depositando suas fichas no mercado de GNL. A aposta, contudo, não está restrita às fronteiras geográficas brasileiras. Detentora de 80 rebocadores, a empresa está atenta às oportunidades em países da América Latina, do Caribe ao Cone Sul. “Estamos de olho em bids de longo prazo para serviços de rebocagem e apoio a segurança operacional em terminais”, disse Elísio Machado, diretor comercial de Rebocadores da Wilson Sons.
No Brasil, a Wilson Sons enxerga potencial em projetos de transporte de GNL por cabotagem e em serviços associados às infraestruturas de terminais de regaseificação. No que se refere à comercialização do insumo por via fluvial, a previsão da empresa é de que o transporte de GNL por balsas especializadas impulsionará a demanda por rebocadores. “É algo que nos interessa, está no mapa de crescimento”, afirmou o executivo. Ainda em relação à cabotagem de GNL, a atividade de apoio portuário às embarcações está no radar.

No Terminal da Celse, em Barra dos Coqueiros (SE), e no Porto do Açu (RJ), onde está baseada a GNA, a Wilson Sons é responsável por realizar atracação e desatracação para as operações ship-to-ship. Em Sergipe, também possui contrato para fornecer apoio às atividades de combate a incêndios. Para cumpri-lo, dedicou um rebocador de 70 toneladas, o Fire Fighting 1, que está de prontidão; já no Açu, são oito rebocadores, que também realizam serviços de rebocagem; no Terminal de Regaseificação de Pecém, duas embarcações estão dedicadas à Petrobras.
“Dois seis rebocadores que estão em construção em nossos estaleiros, no Guarujá (SP), quatro serão entregues no primeiro trimestre de 2022”, garantiu o diretor.
Embarcações de apoio offshore
Na divisão de apoio às operações offshore, a Wilson Sons possui 23 PSVs (Platform Supply Vessels) – 20 foram construídos pela empresa nos seus estaleiros, enquanto os restantes vieram da China. No segundo semestre deste ano, três embarcações iniciarão contratos com a Petrobras.
Diante da crise do petróleo iniciada em 2014, que provocou excesso de oferta e crise de demanda, com reflexos diretos no preço das diárias, a Wilson Sons adotou a estratégia de converter parte de sua frota de PSVs em outras categorias.
De acordo com Gustavo Machado, diretor executivo da Wilson Sons Ultratug, quatro embarcações foram convertidas em SDSV (Shallow Dive Supply Vessel), uma em OSRV (Oil Spill Response Vessels), uma em LSV (Lightering Support Vessel), enquanto outra incorporou características de um MPSV (Multi-Purpose Support Vessel).

Diante da tonelagem adquirida, a estratégia atual é formar parcerias com armadores estrangeiros que tenham frotas complementares, como PLSV (Pipe Laying Support Vessel) e AHTS (Anchor Handling and Tug Supply). “Queremos consumir a tonelagem para trazer embarcações sofisticadas e complementares à nossa frota”, afirmou o diretor.
Questionado se existem negociações em curso com armadores internacionais, o diretor antecipou ao PetróleoHoje que já existem acordos de confidencialidade assinados. “Não posso revelar”, disse.
Fonte: Revista Brasil Energia