
As ações da Wilson Sons passaram a ser negociadas na B3 a partir desta segunda-feira (25/10). A entrada da companhia no mercado de capitais ocorre após a sua reestruturação societária, onde a antiga Wilson Sons Limited (WSL) foi incorporada pela sua controlada, Wilson Sons Holdings Brasil S/A (WS S/A). O papel da empresa está sendo negociado na B3 através do código PORT3.
A presença da Wilson Sons na bolsa brasileira ocorria, antes, por meio de Certificados de Depósito de Ações (BDRs) patrocinados pela WSL. Com a aprovação da operação, todos os acionistas e titulares de BDRs da WSL receberam ações da WS S/A, listadas no Novo Mercado da B3, na mesma proporção.
Até a publicação desta reportagem, às 15h26, as ações já tinham valorizado cerca de 5,65%, com cotação no patamar de R$ 70,78.
Perspectivas
Com contratos em vigor com a Celse (Centrais Elétricas de Sergipe), GNA Açu e Petrobras, em Pecém (CE), a Wilson Sons vem depositando suas fichas no mercado de GNL. No Brasil, a companhia enxerga potencial em projetos de transporte de GNL por cabotagem e em serviços associados às infraestruturas de terminais de regaseificação. A aposta, contudo, não está restrita às fronteiras geográficas brasileiras. Detentora de 80 rebocadores, a empresa está atenta às oportunidades em países da América Latina, do Caribe ao Cone Sul.
Na divisão de apoio às operações offshore, a Wilson Sons possui 23 PSVs (Platform Supply Vessels) – 20 foram construídos pela empresa nos seus estaleiros, enquanto os restantes vieram da China. No segundo semestre deste ano, três embarcações iniciarão contratos com a Petrobras.
Recentemente, a Wilson Sons fechou contrato de 20 meses com a TotalEnergies para dar suporte logístico à campanha de perfuração no bloco C-M-541, na Bacia de Campos. O projeto será atendido pela Base Rio, base de apoio offshore da empresa brasileira, localizada na região portuária do Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara.
Fonte: Revista Brasil Energia