Um exemplo real de investimento e cooperação entre Brasil e China no âmbito da infraestrutura está em marcha. As companhias Wushan Iron and Steel Co (Wisco) e MMX Mineração e Metálicos acabam de selar uma importante parceria para a construção e operação de uma planta siderúrgica no distrito industrial do Super Porto do Açu, no Rio de Janeiro.
A Wisco também injetará US$ 400 milhões para obter uma participação acionária de 21,52% no capital social da MMX, além de firmarem um acordo de compra e venda de minério de ferro, cuja vigência é de 20 anos a partir de 1º de abril de 2010.
A planta siderúrgica deverá ter capacidade de produzir minimamente 5 milhões de toneladas por ano e ambas as empresas se comprometeram a dar curso às medidas preparatórias para obterem aprovação e outras exigências para a construção da unidade industrial até 31 de maio de 2010.
O presidente da LLX Logística S.A., Otávio de Garcia Lazcano, estimou que a construção da unidade deve começar em 31 de julho de 2010. O investimento estimado é de, pelo menos, US$ 5 bilhões. A companhia chinesa buscará financiamento via China Development Bank, enquanto a brasileira tentará obter recursos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Essa é uma transação histórica, que representa o maior investimento acionário de uma empresa chinesa no Brasil até hoje. Representa o início de uma nova era na cooperação econômica Brasil-China e acreditamos que o Grupo EBX será primordial para o fortalecimento dos laços entre essas duas nações em crescimento, ponderou o presidente dos conselhos de administração da EBX, MMX e LLX, Eike Batista, para quem o Brasil e a China estão construindo uma autopista a partir desse negócio.
A MMX fornecerá à Wisco, no mínimo, 50% do minério de ferro que será produzido na unidade de Serra Azul do Sistema MMX Sudeste, mas poderá ampliar a oferta em 50% do minério de ferro que será produzido na unidade de Bom Sucesso. Quando a MMX atingir a plena capacidade, poderá exportar cerca de 16 milhões de toneladas de minério de ferro. A Wisco, terceira maior siderúrgica da China, produz sozinha mais aço do que o fabricado em todo o Brasil – cerca de 30 milhões de toneladas anuais.
A cooperação entre as duas partes deste projeto é de grande relevância e promove interações amigáveis entre as empresas da China e do Brasil. A cooperação entre as partes é benéfica, pois assegurará o fornecimento de recursos de minério de ferro para a Wisco, aumentará as vantagens competitivas da Wisco, EBX, MMX e LLX e contribuirá para o desenvolvimento socioeconômico brasileiro, salientou o presidente da Wisco, Deng Qilin.