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Clippings - 09/09/10

WTO registra crescimento de 7% nas exportações

Os números mais recentes do WTO (World Trade Organisation) mostram incremento de 7% nas exportações globais durante o segundo trimestre, em comparação com o trimestre anterior de 2010. No entanto, segundo o estudo da organização, estes resultados maquiaram a instabilidade observada através de declínios nas transações em abril e maio, seguidas pelo que seria uma recuperação violenta em junho.

Embora a condição de boa parte da economia global tenha se mostrado frágil, o setor logístico tem experimentado um forte retorno do crescimento, particularmente no transporte aéreo e marítimo de cargas conteinerizadas. Tal performance se deve ao reaquecimento do comércio mundial.

Juntamente com o crescimento registrado no primeiro trimestre do ano, o trade geral aumentou em 25% na primeira metade de 2010, se comparado ao mesmo perãodo em 2009. O resultado dá sequência à expansão ano-a-ano ocorrida nos primeiros três meses de 2010.

Segundo o WTO, o incremento nos valores foi substancial para o dólar norte-americano. A China, por exemplo, apresentou crescimento ano-a-ano de 41% em exportações e 44% em importações no trimestre; já os EUA cresceram 25% e 32% nos mesmos itens, respectivamente – o que pode ser considerado um alto grau de crescimento, e indicação de o que podemos chamar de fricção nos mercados de transporte de mercadorias que têm lutado para se manter. Anteriormente, a WTO previu que o crescimento do comércio mundial iria crescer 9,5% em 2010.

De qualquer maneira, o estudo do WTO ressalta que existem pequenos indícios de conflito emergindo no mercado. O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, deu a entender que o país adotaria novas tarifas sobre automóveis importados nos próximos anos. A atitude vai na contramão das regras da WTO que os russos estavam prestes a seguir, a fim de entrar na organização. As relações comerciais entre China e Estados Unidos também continuam a apresentar dificuldades, com a pressão política contínua em cima da moeda chinesa frente ao dólar. Apesar de ser cedo para dizer se estas ações terão implicação no comércio mundial, a WTO citou ambos os casos como ameaças potenciais ao crescimento do comércio em escala mundial.