
A YPFB descobriu um novo reservatório de gás natural no poço Remanso-X1 (RMS-X1), localizado na área contratual de Okinawa, na província de Warnes, em Santa Cruz (Bolívia). Apesar da descoberta ter ocorrido no dia 6 de agosto, o presidente do país, Luis Arce, anunciou o feito em um discurso feito à nação pelo 198º aniversário da fundação da Bolívia.De acordo com o anúncio, o reservatório irá gerar cerca de US$ 5 bilhões em gás, além de contribuir para economizar US$ 1 bilhão na compra de combustíveis. As operações no poço começaram em 7 de julho deste ano, com suas atividades incluindo a manutenção de estradas para acessar o RMS-X1, além de habilitar o cabeçote de produção para operar e fazer registros para avaliar a integridade do poço.Desde 1º de agosto, testes de produção foram realizados com resultados positivos, registrando uma produção de condensado de 45 barris/dia nos arenitos da formação Los Monos. O poço se situa na estrutura geológica Remanso, localizado na área da planície Chaco-Beniana, nos níveis da formação Los Monos.Segundo o presidente boliviano, o poço está em testes de produção de condensado (de 48° API) e, a partir desses resultados, poderá haver a classificação do RMS-X1 “como o descobridor de um novo campo de hidrocarbonetos com recursos estimados em 0,7 trilhão de pés cúbicos de gás e 52 milhões de barris de líquidos”. Foram coletadas amostras para avaliar se a descoberta é um gás condensado ou um óleo volátil.No mesmo discurso, Luis Arce apontou que o poço Yarará-X2 atravessou a areia de Petaca, confirmando a continuidade do reservatório e uma acumulação comercial de aproximadamente 1 milhão de barris de petróleo. “O poço Yarará-X2, atualmente em testes de produção, aumentará a produção de petróleo no campo [de Yarará] em mais de 700 barris por dia para o país”, completou.O poço RMS-X1 foi perfurado em 1984 pela YPFB, mas ele foi fechado. As operações aconteceram na atual gestão, com o início do Plano de Reativação Upstream. O ativo faz parte da primeira campanha de intervenções em 29 poços, os quais foram selecionados do portfólio de campos maduros ou fechados, com oportunidades de reativação da produção.“Estaríamos diante da presença de um novo campo na Bolívia, essa descoberta abre um novo horizonte de desenvolvimento no curto e médio prazo, o que possibilitará incorporar reservas e aumentar a produção de líquidos e, assim, reduzir as importações de combustíveis sob a linha de substituição de importações”, disse o presidente da YPFB, Armin Dorgathen Tapia.