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Clippings - 08/11/18

Petrobras economiza US$ 66 milhões com nova gestão de aliviadores

Algoritmo ajuda petroleira a planejar operações de offloading de forma otimizada

A nova gestão de navios aliviadores da Petrobras permitiu uma economia de US$ 66 milhões no período de janeiro a setembro deste ano. Por dia, a economia foi de US$ 240 mil, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo Roberto Ken Nagao, gerente geral de Programação de Refino, Transporte e Comercialização da Petrobras, a frota foi reduzida em 27%.

O sistema de gestão possui duas características principais: a eficiência operacional e a integração de equipes. O sistema operacional possui um algoritmo genético – que usam técnicas inspiradas pela biologia evolutiva – que calcula e define os estoques, em conjunto com simuladores. O planejamento é feito mensalmente e a avaliação é feita toda semana.

A segunda característica é a integração de pessoas. A Petrobras reuniu os profissionais de downstream e upstream, possibilitando uma organização mais verticalizada, com o objetivo de aumentar a comunicação e as sinergias entre as áreas.

Com a redução da frota, diminuíram também os custos e os riscos. Entre o período de janeiro a setembro, o custo com descarregamento foi de US$ 491 milhões para US$ 425 milhões.

Os riscos estão relacionados com as paradas de produção por alívio de petróleo. A porcentagem de risco caiu de 10,7% nos últimos nove meses para 7,7%, significando um aumento na segurança das operações.

O motivo principal da implantação desse programa foi a eficiência energética. “A eficiência é uma busca incessante da parte de logística de qualquer empresa, principalmente para as petroleiras. Esse trabalho já vem sendo feito desde 2016, mas só agora os efeitos foram visualizados”, afirmou Nagao.

Nagao explicou ainda que caso a produção volte a aumentar, o uso de navios aliviadores seguirá na mesma direção mas de forma otimizada. “O sistema de gestão vai atuar justamente nisso. Com a definição feita pelo sistema, a gente vai calcular e colocar em produção só os navios necessários”, disse.

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Fonte: Revista Brasil Energia